Salmo 55:22: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado”.
A exposição de Jesus sobre a
preocupação apresenta um final um tanto surpreendente. Vamos ler
novamente Mateus 6:25-33. Preste atenção ao fluxo do pensamento.
Observe como o ensino se encerra de maneira perfeita no verso 33. Lemos:
“Portanto, Eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto
ao que comer ou beber; nem com o seu próprio corpo, quanto ao vestir.
Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que
a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam
em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta.
Não têm vocês mais valor do que elas?
Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que
seja à sua vida? Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como
crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, Eu
lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um
deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é
lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?
Portanto, não se preocupem, dizendo: Que vamos comer? ou Que vamos
vestir? Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai
celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro
lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas essas coisas serão
acrescentadas”.
Quando você pensa no verso 34 e no
conselho ali contido, sobre deixar que cada dia cuide de si mesmo, ele
parece uma reflexão tardia. Jesus havia concluído Seu ensino com uma
nota positiva no verso 33. Depois vem o negativismo do versículo 34,
com seus pensamentos um tanto desconcertantes. Por que o acréscimo do
verso 34?
Jesus compreende, de uma maneira que a
maioria de nós não compreende, os efeitos devastadores da
preocupação. A maioria de nós parece gostar de um pouco de
preocupação. Percebi que, em meus primeiros anos, se eu não tivesse
algo importante com que me preocupar, tornava-me ansioso com coisas sem
importância. A maioria de nós conserva sempre cheia a nossa “caixa de
preocupação”.
É um hábito. E alguns de nós age
como se fosse errado estar despreocupado. Por exemplo, mesmo depois de
um amigo passar horas ajudando-nos a ver que não temos o que temer
sobre determinado assunto, ainda replicamos: “Sim, está tudo bem, mas o
que dizer do amanhã? Que dizer da semana que vem? Do ano que vem?” E
assim prosseguimos, à medida que nossa imaginação evoca todo o tipo
de coisas com as quais nos preocupar. O resultado é que a preocupação
acaba nos controlando num grau maior do que admitimos. Ela destrói
nossa paz e bloqueia nossa utilidade atual.
Jesus sabe que somos demasiadas vezes
relutantes ou incapazes de reconhecer isso. Ele quer nos libertar da
preocupação e da ansiedade, tanto agora como no futuro. Foi por isso
que acrescentou o verso 34.
Será que não é tempo de lançar nossos
fardos sobre o Senhor? Não é hora de parar de gastar mais tempo com
pensamentos ansiosos do que pensando em nosso Senhor e compartilhando
Seu amor? Está mais do que na hora de jogarmos fora nossa caixa de
preocupações.
Fonte: Tempo de refletir
